Archive for 20 agosto 2011

Evolución de mi huerto

El huerto experimental que puse este año en el corral (https://amparograndio.wordpress.com/2011/06/21/mi-huerto-este-ano/) resultó bastante mejor de lo que imaginé. Hubo una producción de exquisitas LECHUGAS, que acabaron por “salirse” (florecer) antes de que pudiéramos dar cuenta de ellas. El calendario de plantación para el próximo año tendrá que ser mejor planeado… 1 docena/semana.
En cuanto a la producción de TOMATES, no hay en toda la zona plantas más hermosas, grandes, vigorosas y cargadas de frutos. Sin olvidar que la zona no es la idónea para el cultivo de esta hortaliza, a mediados de agosto recojo 4 ó 5 tomates diariamente comenzando la maduración, que puestos en el frutero con manzanas acaban el proceso en 1 ó 2 días.

Las JUDÍAS que compré en plantón, tienen un crecimiento desmesurado. Tanto es así, que tuve que colocar un sistema de palos y cuerdas para mantenerlas erguidas. Tal cual parecen las del cuento de la niña que plantó un haba que creció hasta el cielo… el año que viene haré una parcelita para ellas solas, y que crezcan lo que se les antoje, eso sí, con tutores más resistentes al peso. Este año además, por desconocer el movimiento del sol en el corral, los PIMIENTOS DE PADRÓN quedaron totalmente asombrados por la judías… otro detallito a tener en cuenta en la huerta del año que viene…

Uno de los dos cultivos “estrella” de este año, es el de las GUINDILLAS AMARILLAS VASCAS. Planté 6 piés, y es una gozada recoger un buen puñado a diario.En el País Vasco, les llaman PIPARRAS. Ahora toca investigar formas de conservación para todo el año. De momento, las comemos crudas picadas en las ensaladas. Preparé también unos botes encurtidos y unos ramilletes colgados a secar.

El otro cultivo con el que estoy emocionada es el de SANDÍAS. Planté 3 piés de unas sandías injertadas en patrón de calabaza. El señor que me los vendió (a 6 €/planta), dijo que saldrían frutos de 20 kg. Teniendo en cuenta que el clima de Lousada no es el mejor para la producción de sandías, me daré con un canto en los dientes si alcanzan el peso normal de una sandía.


Coseché todas las REMOLACHAS DE MESA que planté.Normalmente, las hortalizas las limpio en el lugar donde crecieron. Así, parte de los nutrientes que tomaron del suelo, vuelven a él. En su lugar planté 2 docenas de repollos para navidad.


CALABACINES, PUERROS, ACELGAS, PIMIENTOS DE OURENSE Y DE MOUGÁN… bien, como siempre.

También 6 plantas de MAIZ… porque simplemente, me gustan.


Lo mejor de todo… la transformación de estos productos en la cocina; como este timbal de calabacín y tomates verdes, que estaba de “rechupete”.

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Agostos

Son 307 los pasos que hay que andar, para recorrer el largo pasillo que va desde la habitación hasta la escalera mecánica que baja a la calle. Por eso antes de decidirme a fumar un cigarro, me lo pienso…
Entre gota y gota, transcurren 47 segundos.
Sonidos de aire acondicionado, respiraciónes de la gente que duerme, las bisagras de una puerta que se abre, el tecleado en mi ordenador…
San Lorenzo, lluvia de estrellas…  imposible verlas, porque aunque estamos en un descampado y lejos de la ciudad, hay demasiadas farolas alumbrando el gigantesco edificio. Lo que sí se ve es, una preciosa luna llena.
Recuerdo los agostos de mi infancia y juventud. Llegábamos de un julio de playa en el Cantábrico a disfrutar con nuestros primos y amigos catalanes que cada agosto venían al pueblo. Nos reuníamos cada mañana en la piedra grande que hay en la esquina de la Casa del Gaiteiro. Tardes de piscina en Portomarín (olía muchísimo a cloro), meriendas en El Cebres, de pesca a la Pedragosa o a coger cangrejos y bañarnos a La Mota…. Sabíamos donde había verbena cada noche, y si no la había… la hacíamos nosotros.
¿Dónde quedaron esos agostos?
Recordando todo esto, caí en la cuenta de que este verano aún no había pisado la playa ni me había bañado en el mar. Así que ayer por la mañana anduve los 307 pasos, salí por la puerta y a las 10,30 estaba bañándome en San Bartolo, la playa de mi infancia, muy cerca de Augas Santas… marea baja, agua limpísima aunque un poco más fría de lo habitual, sol, impecable arena… paseos y recogida de ollomoles… bocata y caña en copa en el bar de arriba. Cuando bajo, ya casi no hay playa. Mi silla rodeada de mar ¡menos mal que la bolsa (con la cámara y el móvil) la había dejado en una roca!
Ahora son las 3,38 de la madrugada. ¿Mañana volveré a mi Cantábrico? Lo pienso mientras cuento los segundos entre gota y gota…

Arminda e o mar sonhado

Por Adela Figueroa Panisse

Arminda andava devagar pela praia das Augas Santas. A areia tem lá uma cor entre branco e cinzento quando a maré está baixa, e da para passear por uma superfície plana que facilita o caminhar. Se o dia não está com sol, o conjunto de areia e água têm um tom de aço.

Como era hoje em que a névoa grisalha, tão típica da zona, dominava o ambiente.

O Cantábrico estava calmo naquele dia de verão. Olhou de frente para o mar imenso, que se estendia até a linha do horizonte, deixando a sua espalda os muros que bordejam a praia feitos de rocha escura, entre gris e marrom, colocada em lâminas, como folhas de livros empilhados.

Sentiu vontade de tomar banho e foi-se metendo aos pouquinhos na água. Como ela gostava: molhou os pulsos, a cara e logo mergulhou docemente naquele mar que sempre lhe parecia querer abraçá-la. Sentiu o lentor e a doçura do mar. Tinha com ele uma relação quase mística como se pressentisse que um dia qualquer iria se fundir com o líquido salgado para formar parte do plâncton marinho ou vir a ser transformada em simples moléculas de água salgada. Um cheirinho a sal e iodo invadiu-a. Nadou para o longe se separando da praia e dos seus cantis. Desde o médio do mar olhou para os arcos de pedra que a adornam e para a falésia que a borda coroada da esplanada das terras de labor de outrora. Hoje alvo de agentes urbanizadores e de serem transformadas em solares. Já não mais iriam produzir couves nem leitugas.

Agora as novas colheitas eram moradias de verão ocupadas apenas nos meses de julho ou agosto. E as hortas iriam ser substituídas por uma nova espécie invasora: Urbanizações e passeios marítimos de concreto.

Ainda bem que o espaço estrito da praia ia-se liberando, por agora, do assalto das imobiliárias. Os bordes do rochedo estavam cobertos de verde e flores vermelhas e amarelas. Uma planta vinda de alhures chamada por cá “unha de gato” (Carpobrotus edulis) descia desde o alto da falésia. Queriam-na extirpar por ser invasora e, nessa empresa tinham-na mandado arrincar em parte, deixando a pedra ao descoberto o que fora provocando a queda de inúmeros cachotes sobre o fundo da praia.

Saiu da água e passeou pela areia. Passou o primeiro dos arcos e foi mais até o fundo entre os muros de laxes que lá se encontram. Sentia uma atração especial por aquele marco de pedra que deixava estreitos passadiços e quadrando a praia gerava um espaço mágico e misterioso. Queria conhecer todos os segredos das Augas Santas .
Julgou ajeitado o nome turístico de Praia das Catedrais como agora se conhecia, embora o encontrasse algo esquisito. Era sugestivo e acaía-lhe bem. Condizia com aquela arquitetura de arcos e colunas lavradas em rocha que a bordavam. Embora ela preferisse o velho nome das Augas Santas.

Ainda tinha a lembrança viva de ter apanhado percebes a eito nas rochas das paredes que o mar cobria em cada maré.

A maré montante subia e ia comendo a praia sem que Arminda desse por isso enquanto fazia a sua caminhada sobre a área plana e húmida. Chegou até uma murada difícil de cruzar e quis voltar. O nevoeiro do mar avançava com a maré e sentiu frio. Um tremor percorreu o seu corpo e procurou algo para se abrigar. Tentou voltar pelos seus passos, mas foi agora que percebeu que apenas ficava caminho para chegar onde tinha deixado a sua toalha e o saco da praia.

Experimentou um sentimento de alarme, mas procurou a tranquilidade dentro de si. Ela sabia que com o mar o único recurso é manter a calma. Antes tinha passado por baixo dum arco de pedra, mas agora a maré o tinha fechado. As águas já não davam mais para atravessar por lá. Sentiu-se atrapar pelo mar que avançava. Resolveu tentar rodear o muro de pedra nadando e mergulhou no oceano. Uma dor forte atingiu-lhe a perna direita e tinha dificuldade em move-la. Levantara-se uma ligeira brisa e já não estava calmo como antes quando tomara banho tão gostosamente. Fortes ondas batiam agora contra as rochas e temeu bater ela também se se deixava flutuar nelas.

Uma sensação de angústia ia dominando-a pouco e pouco. A única possibilidade era se deixar levar, o mais passivamente possível, pelas ondas.

Nadar afastando-se das rochas sem oferecer demasiada resistência (Mas aquela perna!..). Respirou fundo e com cuidado para não tragar água mantendo-se a aboiar como podia. Já começava a sentir frio e a dor na perna direita era insuportável. Uma corrente gelada subia-lhe desde os dedos das mãos e dos pés e avançava até os braços e as pernas que começava a ter dificuldade em mover. Sentiu-se desesperar e faltou-lhe o ar. Um golpe de água salgada entrou-lhe na boca e a sua vontade a começou a abandonar. Seu corpo já não lhe obedecia. Fortes sacudidas percorriam-lhe os braços e a cabeça abanava sem qualquer tónus, indo de um lado para o outro.

Finalmente fez-se a obscuridade e já não sentiu mais nada. Apenas o seu corpo a flutuar.

* * * * *

– Pois ainda teve sorte. Foi só a perna que ficou partida. O fémur e mais a tíbia. Ainda, parece uma fratura limpa. Poderemos reduzir-lha facilmente. Vai ser melhor aplicar anestesia total para garantir uma completa imobilidade enquanto colocámos os ossos corretamente. Julgas que será necessário pôr uma prótese?

– Não creio. Pelas radiografias não parece que seja necessário. Mas eu ficaria mais tranquilo depois de abrirmos e ver como é que se encontram os bordes da fratura. Logo decidimos o da prótese.

* * * * *

Acordou num quarto desconhecido entre lençóis marcados com letras em azul: “Sanatório da Virgem do Mar”. A perna direita pesava-lhe como se dela pendurasse uma bola de chumbo. Sério. Olhou para ela e sorriu.

-Por este verão já não poderás ir à praia tomar banho. Vai ser necessário repouso absoluto para curar essa perna. E ainda tiveste muita sorte. O caminhão que bateu contra a tua mota pôde ter passado por cima tua.

– Diabo de motas e diabo de chuva de verão que volta às estradas tão escorregadiças! A voz da mãe ouviu-se do fundo da sala.

Ainda sob o efeito da anestesia conseguiu devolver-lhe o sorriso ao doutor que lhe tinha colhida a mau. E, ainda, o seu limitado grau de consciência dava-lhe para valorar que era um homem muito bonito. Mesmo guapo.

Iria ficar-lhe todo o mês de agosto para ler, ouvir a rádio e, se calhar, pensar naquele doutor de olhos aveludados e voz agarimosa.

O seu atribulado passeio pelas Augas Santas fora, apenas, produto do delírio da anestesia. Aquele seria o seu derradeiro banho para este verão.

Vinagre y rosas

Me enteré de que la que acompaña a Sabina en esta bonita canción es Concha Buika ¡grandes!

http://www.kizoa.es/diapositivas/d1868656k3125736o1/vinagre-y-rosas

Mecánica cuántica

Según la mecánica ondulatoria de Schrödinger, de una misma causa no se deriva siempre un mismo efecto sino que, existe una variedad de posibles efectos. Esto fue descrito para los niveles de energía u órbitas de electrones, pero bien podría valer para describir las relaciones humanas.

No todo es “de libro” -como me repiten constantemente “algunos”- y en el mundo de la convivencia no todos reaccionamos igual ante las vicisitudes de la vida. Y la vida te lo enseña, y las reacciones varían en su transcurso… por eso crecemos…

En mi entorno, cada loco vive con su “teima” y la mía es bien distinta de la de algunos… por eso mi amadrinada Raquel, siempre se preocupa por mis relaciones con el mundo. Le cuestan mis reacciones insidiosas ante agresiones amorosas, amistosas o familiares que puedan surgir… las cuales muchas veces yo ni las percibo. También le cuestan a mi amiga Chiru… En el transcurso de una semana viví con las dos -pero por separado- la misma situación en el bar de la negra -nuestra segunda casa-. Y las dos me dijeron: Amparo ¡reacciona, es que me dan ganas de hablar a mí!

Las relaciones con los demás son importantísimas para mí. Le dan significado y profundidad a mi vida… como supongo que le pasa a la mayoría de los mortales; y entiendo que una relación que no está mejorando, significa que está empeorando. Si la entrega no es desinteresada y la relación no es de reciprocidad, es posible que la relación no sea verdadera; será superficial… pero yo lo sigo intentando… ¿entendéis rulas? En todo caso, sé que la nuestra (Chiru-Raquel-Amparo), es verdadera 🙂